sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

C-EVO Ataque e Defesa

Essa é uma das coisas mais complicadas para os novatos em C-Evo. Eu mesmo me compliquei bastante nas primeiras partidas pois ele tem diferenças em relação a Civilization e Freeciv. O primeiro aspecto que precisa ser compreendido é o número de MP que sua unidade pode usar no turno. As unidades civis vão usar os MP (moviment points) para andar pelo terreno e executar os seus trabalhos. Já as militares usam os MPs para andar e atacar. Mas não é tão simples assim. Mesmo que sua unidade tenha um bom poderio de ataque/defesa. Imagine que você está movendo um navio e no último MP você ordena que ele ataque uma cidade ou unidade militar inimiga. Ele irá atacar com apenas 50% de força. Mesmo que vença a batalha terá danos maiores do que atacando com 100% de força. Talvez seja o caso de esperar o próximo turno antes de ordenar um ataque.
O mesmo se aplica nas batalhas terrestres. Ainda mais que nestes casos o fator terreno irá influenciar nas batalhas. Um soldado posicionado numa montanha irá se beneficiar da altitude ao lutar contra um inimigo. Isso imaginando que o inimigo está num terreno mais baixo; se estiver em outra montanha a situação se iguala. As colinas também são boa opção de posicionamente. Logo abaixo ficam as florestas e pântanos.
Se existir um pequeno espaço de terra (não maior que 3 quadrados de circunferência) e que está sendo usado por algum inimigo para enviar soldados e te atacar, uma boa ideia é construir uma fortaleza (com um engenheiro) e colocar uns 2 ou 3 soldados na posição. Mas não esqueça de proteger o engenheiro enquanto ele executa a obra. Se a fortaleza for construída numa montanha é muito melhor. Mas isso não impedirá o oponente de buscar novas rotas para atacar.
Outro aspecto que precisa ser observado é o ataque duplo ou triplo. Muitas vezes o inimigo irá atacar uma unidade sua com 2 ou 3 soldados. Os primeiros irão morrer e causar algum dano em sua unidade (um navio por exemplo). Mas o terceiro talvez consiga destruir seu navio. É uma tática meio kamikaze, mas bastante comum quando suas unidades são muito mais fortes que as do inimigo. Só recomendo que se use o mesmo expediente para salvar uma cidade. Nesses casos é aceitável perder uma unidade mais fraca num ataque suicída.
Outra questão importante é escolher a forma correta de atacar. Imagine que você tem uma cidade nova e ela ainda não está bem protegida. Você ainda precisa de alguns turnos para concluir a muralha e mover uma infantaria forte para defender a cidade. Imagine então que surge um cavaleiro inimigo, com bom poder de ataque, partindo para atacar a sua cidade. Você conta com um lanceiro (fraco) e um mosqueteiro com poderio mediano. Se você usar o lanceiro para o primeiro ataque ao cavaleiro, ele será derrotado e deixará o cavaleiro com 80% de força, por exemplo. Então você usa o mosqueteiro para outro ataque e ele perde, deixando o cavaleiro com uns 20% de força. E o cavaleiro irá tomar sua cidade. Talvez fosse melhor atacar primeiro com o mosqueteiro, que mesmo perdendo a batalha iria deixar o cavaleiro inimigo com 40% de força. Daí o lanceiro poderia enfrentá-lo e até vencer. É claro que isso é só um exemplo rápido. Não usei cálculos precisos pois os valores das unidades e as condições do terreno terão influência total na disputa. É só uma dica de como e quando usar suas unidades.
Finalmente, lembre-se que quando estiverem 2 ou mais unidades num mesmo quadrado (tile) a unidade com maior poder de defesa será usada pelo jogo para defender o terreno. Caso essa unidade seja derrotada todas as demais serão perdidas. O mesmo se aplica quando você atacar um terreno com 2 ou mais unidades inimigas. Se você derrotar a defensiva irá destruir todas as outras. Essa regra só não é aplicada ao se atacar cidades. Nesse caso cada unidade precisa ser destruída individualmente.

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